Tag nova aqui no blog! Já estou há muito tempo querendo falar sobre isso com vocês… A vontade surgiu quando pensei o quanto busquei por informação durante minha luta por uma pele bonita, sem encontrar muita coisa relevante. Agora que tenho um espaço pra expôr o que eu sei (e claro, sempre aprender com vocês), decidi contar minhas experiências em relação à acne e oleosidade, já que foram muitas! Pretendo fazer um post semanal sobre isso, contando de forma cronológica minha trajetória.

Bom, começando do começo…

Em 2010, com 15 anos, fiz aquela famooosa viagem pra Disney. Passei 15 dias incríveis, indo aos parques, fazendo muitas compras (me sentindo super independente kkk) e claro, morrendo no calor julino dos EUA. Na programação estavam incluídos alguns parques aquáticos e eu, que ainda era bem novinha (não usava absorvente interno nem nada), estava preocupada em ficar menstruada durante esses dias.

a197e1ea544197375ac41da9a9c2ae6aFoi ai que fiz a maior besteira da minha vida, e que talvez tenha desencadeado um problemão pra minha pele: comecei a tomar uma pílula anticoncepcional por conta própria, depois de ter pesquisado na internet, para me assegurar de que não iria menstruar durante a viagem. Tomei as pílulas certinho e , não menstruei. Quando voltei de lá, parei de tomá-las e, mais ou menos um mês depois, as consequências começaram a aparecer.

Com certeza a pílula alterou bruscamente meu ciclo e toda a questão hormonal; isso se juntou à questão da puberdade e ao fator hereditário: meu pai tem a pele bem oleosa, com tendência à acne. Dai ferrou! Começaram a pipocar espinhas pelo meu rosto e corpo. A espinhas não eram pústulas enormes, mas eram como bolinhas alérgicas, brotoejas, sabe? O número delas foi se multiplicando, principalmente na região do colo, ombros e costas, e isso começou e me incomodar demais.

DSC00175(Muitas espinhas no rosto e no ombro, esse foi o auge do desespero. PS: estou dormindo no colo de mamãe rs – fevereiro de 2011)

Meu emocional, nesse momento, já estava completamente abalado e eu me cobria toda pra sair (blusas de manga sempre!). Comecei a carregar na maquiagem (talvez dai tenha surgido a paixão que eu tenho hoje), me encher de bases, pós e corretivos. Mas nada disso me deixava feliz, então procurei um dermatologista.

DSC00199(Cheia de maquiagem, tentando cobrir as espinhas – fevereiro de 2011)

Foi ai que comecei meu primeiro tratamento. Quem tem acne já conhece alguns tratamentos básicos que os dermatologistas receitam: comecei com sabonetes para pele oleosa (Effaclar, Cleanance Gel, Actine, Dermotivin… já usei todos) e remédios tópicos. Primeiramente, com os mais fracos, passando pros mais fortes. Depois de muitas consultas e rios de dinheiro (ô como é caro produto dermatológico!), a coisa foi ficando braba. Percebemos que minha situação não era tão fácil assim, pois minha acne não parecia a acne tradicional, que era tratada apenas com remédios do tipo peróxido de benzoíla, ácido salicílico, clindamicina, adapaleno e etc.

Passamos então pra um tratamento oral, com um remédio chamado Tetralysal. Tomei associando aos remédios tópicos, que na época eram Epiduo Gel, loção de clindamicina, leite de rees, sabonete Effaclar e Clindacne Gel. O Tetralysal funciona como um antibiótico, e eu realmente acreditava que esse era o momento em que as coisas iriam melhorar.

Evolução-do-meu-tratamento-contra-acnePois bem, não melhoraram (fuén fuén fuén), e ai que a depressão me pegou tentei escapar não consegui. No auge da minha adolescência, com 16 anos, eu estava com sérios problemas de auto-estima, me escondendo atrás dos cabelos e de quilos de maquiagem. Não sentia confiança em mim, mas também não consegui me abrir e pedir ajuda pra ninguém.

Pra fechar esse primeiro post da tag, quero levantar uma questão. É preciso pensar no uso indiscriminado das pílulas anticoncepcionais (seja pra qualquer fim: pra tratamento de pele, de SOP, como método contraceptivo mesmo e etc.), que pode acarretar em vários problemas GRAVÍSSIMOS, inclusive muito mais graves do que o surgimento da acne. No futuro, posso falar um pouco mais sobre minha experiência com a pílula, depois de ter descoberto recentemente que possuo um tipo de trombofilia hereditária (saiba mais sobre isso aqui). Além disso, é importante ressaltar que NÃO É BOBEIRA, não é palhaçada, não é mimimi de adolescente: a depressão é uma doença grave e deve ser tratada. A pessoa que sofre com acne precisa de orientação, precisa de apoio emocional, tanto da família, quanto dos amigos, e se for o caso, de ajuda especializada.

No próximo post, vou falar um pouquinho mais sobre os tratamentos seguintes, sobre a busca pela causa da minha acne (já que ela não melhorava com o tratamento tradicional) e, finalmente, sobre a minha experiência com o Roacutan.

PS¹: por motivos óbvios, não tenho muitas fotos dessa época. As que tenho (e as que eu publicava nas redes sociais antigamente) estão todas tratadas no photoshop, pois não me sentia à vontade pra postá-las. Criei coragem para colocar aqui as poucas que estão sem edição. Me expus de verdade, falando coisas que nunca havia falando pra ninguém antes, mas acho que é importante, visto que eu mesma exergava a internet na época como uma das únicas formas de conseguir apoio e melhor entendimento da minha situação. Acredito que não haverão julgamentos e ridicularização, mas sim, apoio e informação.

PS²: estou fazendo este post apenas pra contar minha experiência, não tenho a intenção de incentivar ninguém a usar determinados medicamentos. A única pessoa que pode te ajudar quando o assunto é pele é o dermatologista! Por favor, não use nada por conta própria, receitas caseiras e muito menos coisas que você achou por ai na internet: seu quadro pode piorar. Por mais que o tratamento não esteja dando certo nesse momento, consulte sempre seu dermatologista antes de qualquer mudança.

Gostaram da postagem? Querem que eu continue?

Beijinhos e espero um feedback de vocês 😀

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